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LATAM: Jerome Cadier comenta resultados do 1T 2026 e alta do petróleo

Homem de terno desenhando gráficos transparentes em vidro com avião ao fundo no aeroporto.

Alta do petróleo pressiona custos de combustível na aviação

Durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil, detalhou como a disparada sem precedentes do preço do petróleo - impulsionada pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã - tem afetado diretamente o setor.

De acordo com o executivo, a aviação atravessa um momento particularmente difícil, com o querosene de aviação em patamares nunca vistos. Esse movimento, segundo ele, elevou a volatilidade nas estimativas financeiras e também no planejamento operacional da companhia.

Cadier reforçou que, mesmo com o salto nos custos, o problema atual não é de financiamento da empresa. Na avaliação dele, trata-se de uma pressão essencialmente financeira ligada aos custos de operação.

Medidas da LATAM e corte de 3% nos voos de junho

Para enfrentar a instabilidade, ele afirmou que a LATAM vem adotando estratégias para administrar a volatilidade, promovendo ajustes nas operações para sustentar eficiência e viabilidade em meio às incertezas do mercado de energia.

Um efeito imediato dessas medidas será a redução de aproximadamente 3% no total de voos programados para junho, iniciativa voltada a equilibrar custos e demanda. Para os meses seguintes, a empresa ainda está em fase de cálculo sobre o volume de voos que será cancelado.

Em nota, a Latam disse: “A LATAM Airlines Brasil esclarece que prevê atualmente para junho de 2026 um crescimento de 8% na sua capacidade doméstica medida em ASK (Assentos-Quilômetros Oferecidos) na comparação com junho de 2025. Trata-se de uma redução pontual de 3% no crescimento originalmente planejado para o mês.”

Resultados recordes e alerta de “turbulências”

Ainda assim, Cadier apontou que a LATAM registrou resultados financeiros recordes no período, o que, segundo ele, evidencia resiliência e capacidade de gestão.

Apesar disso, ele advertiu que a companhia deve atravessar “turbulências” nos próximos meses. O motivo, explicou, é a combinação entre a oscilação do preço do combustível e a baixa previsibilidade do mercado global, fatores que podem pressionar a margem operacional e o fluxo de caixa.

Por fim, o CEO destacou que o balanço da LATAM permanece robusto, oferecendo uma base financeira sólida para lidar com o cenário adverso.

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