Neste sábado, 16 de maio, a Wiener Stadthalle, em Viena (Áustria), recebe a grande final do Festival Eurovisão da Canção 2026.
Sem participação de Portugal na final - algo que acontece pela primeira vez desde 2019, depois de os Bandidos do Cante terem sido eliminados na primeira semifinal -, a decisão começa a partir das 20h em Portugal continental e terá transmissão ao vivo na RTP. O canal oficial da Eurovisão no YouTube também vai disponibilizar a emissão via streaming.
Além dos países do grupo dos chamados big five - os que mais contribuem financeiramente para a Eurovisão (Reino Unido, França, Itália e Alemanha, sendo que a Espanha boicotou esta edição do concurso devido à presença de Israel) - e do país anfitrião, chegam à final os 20 concorrentes apurados nas duas semifinais, realizadas na terça e na quinta-feira. No total, 25 países estarão em competição.
A abertura do alinhamento fica a cargo do dinamarquês Søren Torpegaard Lund, com ‘Før vi går hjem’, enquanto o austríaco Cosmó encerra a noite com ‘Tanzschein’. A cerimónia contará ainda com a atuação de JJ, vencedor em 2025, que interpretará ‘The Queen of the Night’ acompanhado pela Orquestra Sinfónica de Rádio de Viena.
Para assinalar os 70 anos do concurso, a final também reúne vários nomes de outras edições: Max Mutzke (Alemanha, 2004), Ruslana (Ucrânia, 2004), Lordi (Finlândia, 2006), Alexander Rybak (Noruega, 2009 e 2018), Verka Serduchka (Ucrânia, 2007), Kristian Kostov (Bulgária, 2017), Erika Vikman (Finlândia, 2025) e Miriana Conte (Malta, 2025) sobem ao palco. O austríaco Parov Stelar, referência da eletrónica mundial, apresentará alguns dos seus maiores temas, e o cantor Cesár Sampson, que representou a Áustria em 2018, cantará ‘Vienna’, de Billy Joel.
Canções do Festival Eurovisão da Canção 2026 por ordem de atuação
1. Dinamarca - Søren Torpegaard Lund, ‘Før vi går hjem’
2. Alemanha - Sarah Engels, ‘Fire’
3. Israel - Noam Bettan, ‘Michelle’
4. Bélgica - Essyla, 'Dancing on the Ice'
5. Albânia - Alis, ‘Nân’
6. Grécia - Akylas, ‘Ferto’
7. Ucrânia - Leléka, ‘Ridnym’
8. Austrália - Delta Goodrem, ‘Eclipse’
9. Sérvia - Lavina, ‘Kraj mene’
10. Malta - Aidan, ‘Bella’
11. Chéquia - Daniel Zizka, ‘Crossroads’
12. Bulgária - Dara, ‘Bangaranga’
13. Croácia - Lelek, ‘Andromeda’
14. Reino Unido - Look Mum No Computer, ‘Eins, Zwei, Drei’
15. França - Monroe, ‘Regarde !’
16. Moldova - Satoshi, ‘Viva, Moldova!’
17. Finlândia - Linda Lampenius e Pete Parkkonen, ‘Liekinheitin’
18. Polónia - Alicja, ‘Pray’
19. Lituânia - Lion Ceccah, ‘Sólo quiero más’
20. Suécia - Felicia, ‘My System’
21. Chipre - Antigoni, ‘Jalla’
22. Itália - Sal Da Vinci, ‘Per sempre sì’
23. Noruega - Jonas Lovv, ‘Ya Ya Ya’
24. Roménia - Alexandra Căpitănescu, ‘Choke Me’
25. Áustria - Cosmó, 'Tanzschein'
O que dizem as casas de apostas
Entre as 25 músicas em competição, apenas uma levará o troféu - e, para as casas de apostas, há uma favorita destacada: ‘Liekinheitin’, dos finlandeses Linda Lampenius e Pete Parkkonen.
De acordo com o site “Eurovision World”, que compila as previsões das principais casas de apostas, ‘Liekinheitin’ soma 44% de probabilidades de vitória, com uma vantagem confortável sobre a concorrente mais próxima: ‘Eclipse’, da australiana Delta Goodrem, com 16%. Se Goodrem acabar por surpreender e vencer, garantirá ao seu país (convidado desde 2015) o primeiro título na competição - embora, pelas regras, esse país não possa organizar o festival.
Na terceira posição aparece o grego Akylas, com 8%, seguido de um empate - 6% - entre o israelita Noam Bettan e a romena Alexandra Căpitănescu. Já o país anfitrião parece repetir uma velha máxima eurovisiva: quem vence num ano sofre no seguinte. Cosmó tem, neste momento, menos de 1% de hipóteses de ganhar e surge no último lugar do ranking, atrás de Noruega, Sérvia, Polónia, Lituânia, Reino Unido, Alemanha e Bélgica, países que também aparecem com menos de 1% de probabilidade de triunfo.
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