Airbus busca ressarcimento por atrasos de motores
A Airbus iniciou um processo para cobrar prejuízos da Pratt & Whitney em razão de falhas prolongadas no fornecimento de motores para as aeronaves da família A320neo. Segundo a Reuters, o fabricante europeu tomou essa medida em meio à escassez crónica de unidades de propulsão, que já está a afetar diretamente o ritmo de produção dos jatos de corredor único.
Motores Pratt & Whitney GTF e a origem do gargalo
No centro da disputa estão os motores Pratt & Whitney GTF, que utilizam uma arquitetura com redutor no acionamento do ventilador. Aproximadamente 40% dos aviões da família A320neo recebem esse tipo de motor; o restante sai de fábrica com os LEAP-1A, da CFM International.
A situação piorou após a identificação, anteriormente, de um defeito de fabrico. Por causa disso, a Pratt & Whitney teve de realizar inspeções não programadas e reparos em grande escala em motores que já estavam em operação.
Na avaliação da Airbus, esse movimento tornou-se o fator decisivo para a falta de motores novos. A empresa argumenta que a Pratt & Whitney está a concentrar a maior parte dos recursos na manutenção de unidades já entregues, o que compromete as remessas destinadas a aeronaves novas. Para a Airbus, o impacto é financeiro e direto: as linhas de montagem continuam ativas, mas parte dos jatos quase concluídos não pode ser entregue aos clientes por ausência dos motores.
Efeito na frota: centenas de A320 fora de operação
Como consequência dos problemas envolvendo os GTF, várias centenas de aviões A320 em todo o mundo permanecem sem operar.
Na Rússia, o tema também atingiu a frota de A320neo: conforme dados disponíveis, a S7 Airlines mantém em serviço apenas três A320neo de um total de 31, sem contar oito A321neo.
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