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FAA seleciona Collins Aerospace (RTX) para modernizar radares com Condor Mk3 e ASR-XM

Controlador aéreo observa radares em torre de controle com headset e tablet ao lado de mapa.

O tráfego aéreo no mundo todo está mais intenso e difícil de gerir, o que aumenta a carga sobre sistemas de radar pensados para uma fase anterior da aviação.

Hoje, para administrar ao mesmo tempo voos comerciais, aeronaves militares tripuladas, veículos aéreos não tripulados (VANTs) e até lançamentos espaciais, os operadores dependem de informações em tempo real e com precisão suficiente para indicar onde as aeronaves estão umas em relação às outras.

Por que o espaço aéreo precisa de novos radares

Com o espaço aéreo cada vez mais cheio e com perfis de operação variados, cresce a necessidade de dados confiáveis, atualizados e detalhados. Nesse cenário, a modernização de radares passa a ser um ponto central para manter a organização e a segurança do sistema.

Escolha da FAA e expansão em Largo, Flórida

A Collins Aerospace, uma empresa da RTX, foi selecionada pela Administração Federal de Aviação (FAA – Federal Aviation Administration) para ajudar a acelerar esse avanço com dois radares que agora ocupam papel central no programa de modernização: o Condor Mk3 e o ASR-XM. Os dois equipamentos serão fabricados na unidade da Collins em Largo, Flórida, que está passando por uma expansão de capacidade no valor de US$ 26,5 milhões.

“Os clientes precisam de sistemas seguros e interoperáveis para coordenação perfeita. Esta expansão fortalece nossa capacidade de entregar capacidades críticas que mantêm passageiros e tripulações aéreas seguros”, disse Nate Boelkins, Presidente de Avionics (Aviônica) da Collins Aerospace.

A RTX detalha de que forma esses radares - e o aumento no ritmo de produção - devem contribuir para tornar o gerenciamento do espaço aéreo contemporâneo mais viável.

Recursos da próxima geração de radares Collins

De acordo com a empresa, a nova geração de radares da Collins foi desenvolvida para oferecer aos controladores de tráfego aéreo uma leitura mais confiável do espaço aéreo moderno do que a disponível atualmente. Eles foram projetados para:

  • Combinar várias tecnologias de detecção para reduzir pontos cegos à medida que o tráfego aéreo continua crescendo;
  • Sustentar um rastreamento estável mesmo em cenários exigentes, como clima severo, além de interferências associadas a ambientes 5G e parques eólicos;
  • Dar suporte a volumes mais altos de tráfego com dados mais precisos, especialmente conforme os padrões de voo ficam mais congestionados e complexos;
  • Ajustar-se rapidamente a novos usuários do espaço aéreo, graças a uma arquitetura modular de sistema aberto.

Como Condor Mk3 e ASR-XM se complementam

Os radares Condor Mk3 e ASR-XM obtêm dados de aeronaves por caminhos bem distintos. Quando operam em conjunto, os dois sistemas entregam aos controladores de tráfego aéreo uma visão muito mais completa de um espaço aéreo lotado.

Condor Mk3: radar cooperativo

O Condor Mk3 é um radar cooperativo, ou seja, ele se comunica diretamente com os transpondedores das aeronaves. O sistema emite um sinal e recebe de volta uma resposta clara com identidade, altitude e posição da aeronave, oferecendo aos controladores um retrato confiável de quem e do que está no céu.

ASR-XM: radar não cooperativo

Já o ASR-XM é um radar não cooperativo, capaz de identificar aeronaves mesmo quando não há transponder. Para isso, ele transmite um sinal de radiofrequência (RF) e, em seguida, capta o reflexo desse sinal nos objetos presentes no espaço aéreo. Assim, mesmo sem a resposta de um transpondedor, o ASR-XM ainda consegue indicar a presença de uma aeronave.

Informações da RTX

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