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Câmara de Tomar aprova regulamento da taxa turística municipal de dois euros por pernoite até cinco noites

Mulher atendente entrega cartão para turista com mochila em balcão com vista de cidade ao fundo.

A Câmara de Tomar aprovou nesta semana o regulamento que cria a futura taxa turística municipal. A medida estabelece a cobrança de dois euros por pernoite, limitada a um máximo de cinco noites consecutivas, e agora segue para consulta pública.

Valor e regras de cobrança da taxa turística municipal

Durante a apresentação da proposta - aprovada por unanimidade na reunião do executivo - o presidente da Câmara de Tomar, no distrito de Santarém, explicou que a taxa terá "um valor único ao longo de todo o ano" e será aplicada somente a hóspedes com mais de 12 anos.

"A partir das cinco dormidas já não paga a taxa turística", afirmou Tiago Carrão (AD - Coligação PSD-CDS), acrescentando que o modelo final também foi influenciado por uma reunião promovida pelo município com operadores turísticos, incluindo hotelaria e alojamento local.

Ainda segundo Tiago Carrão, no início chegou a ser considerada a adoção de valores diferentes conforme a época do ano, seguindo uma lógica de sazonalidade do turismo. "Chegámos à conclusão que tal não faria sentido porque a sazonalidade não é igual para todos", justificou, explicando que, por isso, o executivo definiu o valor fixo de dois euros por noite durante todo o ano.

Base técnica e aplicação da arrecadação no turismo em Tomar

O presidente do município destacou ainda que o montante "não nasce do ar", indicando que o regulamento traz um anexo técnico no qual são estimados os custos associados ao turismo no município. "É feito um racional daquilo que é, no fundo, o custo que pode ser imputável ao turista", afirmou, citando despesas ligadas a serviços turísticos, atividade cultural e manutenção do espaço público.

De acordo com Tiago Carrão, por exigência legal, a receita gerada pela taxa turística deverá ser direcionada a áreas relacionadas ao turismo, como a promoção do território, a conservação do espaço público, a mitigação da pressão turística e investimentos para aumentar a atratividade do município.

Isenções, fiscalização e compensação aos operadores

O regulamento também prevê um conjunto de isenções, incluindo a dispensa para peregrinos. "Sabemos que os peregrinos procuram normalmente uma dormida apenas e unidades com valor mais baixo, onde o valor da taxa teria uma expressão muito significativa", justificou.

Durante a discussão do tema, o vereador socialista Hugo Cristóvão questionou como seriam feitos o controle e a verificação da cobrança, perguntando se o sistema se apoiaria essencialmente "no princípio da boa-fé" dos operadores turísticos.

Em resposta, Tiago Carrão disse que o regulamento prevê instrumentos de auditoria e checagem dos dados declarados, considerando os sistemas de faturamento e "softwares" utilizados pelas unidades de hospedagem.

O presidente da Câmara acrescentou que os operadores turísticos ficarão com 2,5% do valor arrecadado da taxa, como compensação pelo trabalho administrativo ligado à implementação e à gestão do sistema.

O projeto de regulamento da Taxa Municipal Turística seguirá agora para consulta pública e, depois, será submetido à aprovação da Assembleia Municipal.

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