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Misarela - A Ponte da Fraternidade transforma a Ponte da Misarela em palco em Vieira do Minho e Montalegre

Grupo de pessoas de mãos dadas em ponte de pedra sobre rio ao entardecer, com plateia ao redor.

Teatro de rua na Ponte da Misarela, em Vieira do Minho e Montalegre

No dia 4 de julho, às 23h, os municípios de Vieira do Minho e Montalegre recebem o espetáculo de teatro de rua "Misarela - A Ponte da Fraternidade". Com direção artística de Maíra Ribeiro, a montagem leva a ação para a Ponte da Misarela, sobre o rio Rabagão, e transforma uma das pontes mais antigas do país em um território dramático em plena atividade - ao mesmo tempo palco, tela e personagem.

Para ampliar a experiência do público, a encenação incorpora portais de LED e uma cortina a laser integrados à estrutura histórica.

Encenação simultânea nas duas margens

Após décadas marcadas pela falta de ligação, as duas margens voltam a “se encontrar” por meio de uma apresentação que acontece, ao mesmo tempo, dos dois lados da ponte. A organização descreve que a produção teatral "convoca memórias ancestrais e vozes humanas que habitam a pedra há séculos", segundo comunicado de imprensa.

Personagens e narrativa de "Misarela - A Ponte da Fraternidade"

Em cena, surgem dois seres ancestrais: Ruivães Vilar de Vacas, guardião da margem de Vieira do Minho, e Santa Marinha de Ferral, alma resiliente da margem de Montalegre.

A proposta dramatúrgica é anunciada assim: "Separados em um futuro paralelo em que a ponte desapareceu, comunicam através dos portais de luz enquanto vozes que habitam a sua memória emergem na tela".

Além deles, o elenco inclui outras figuras, conforme o comunicado: "o soldado francês que em 1809 atravessou e ficou; a engenheira que voltou para construir sem apagar, a artista que regressou; a filha da Misarela, guardiã do ritual de fertilidade; o ancião, último fio entre o passado e o esquecimento; e a turista que veio procurar o que ainda não sabe nomear".

Epílogo e travessia simbólica

A apresentação termina com um epílogo em que as lembranças ganham forma e o público - até então separado pelas margens - é, por fim, convidado a atravessar.

Acesso, percurso e regras para o público

O trajeto até a Ponte da Misarela é totalmente feito a pé. Cada pessoa escolhe uma das margens e, a partir dela, acompanha o espetáculo pela perspectiva daquele lado.

Os acessos acontecem pela margem de Vieira do Minho (trilha por Ruivães até a ponte) e pela margem de Montalegre (trilha por Ferral até a ponte). A travessia da ponte não é permitida. A entrada para o espetáculo é gratuita.

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