Os passageiros deste voo dificilmente vão esquecer o que aconteceu…
No domingo, 21 de junho de 2026, quem embarcou no voo XQ147 passou por um verdadeiro inferno. Em pleno episódio de calor extremo na Alemanha, o Boeing 737 da SunExpress que faria a rota de Frankfurt para Antalya sofreu uma falha no ar-condicionado e acabou impedido de decolar - com todos os viajantes ainda dentro da aeronave. Com mais de 35°C no pátio do aeroporto alemão, o calor na cabine subiu rapidamente.
Foi aí que, para os viajantes, o pesadelo começou de vez. Por quase duas horas, eles ficaram presos em um avião superaquecido até a chegada das equipes de emergência e a evacuação (finalmente) autorizada. Um equipamento de medição chegou a registrar a temperatura impressionante de 56°C.
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Um voo que vira pesadelo
No pátio do aeroporto de Frankfurt, o Boeing 737 da SunExpress que deveria levar 189 passageiros a Antalya transformou-se em uma estufa naquele domingo, 21 de junho de 2026, em meio à onda de calor. Em solo, a companhia aérea turca de baixo custo enfrentou um problema no sistema de climatização, atribuído a uma falha na unidade de potência auxiliar (APU). Com isso, a decolagem, prevista para por volta das 14h, acabou sofrendo um atraso significativo. Ainda assim, por motivos de segurança, os passageiros não foram retirados da aeronave imediatamente.
56°C dentro da cabine e mal-estar a bordo
O tempo se arrastou: minutos viraram horas, e o calor só aumentou. No interior do avião, o termômetro chegou a ficar perto de 50°C, e algumas pessoas passaram a se sentir cada vez pior. De acordo com relatos, crianças e bebês desmaiaram, enquanto outros passageiros tiveram crises de ansiedade. Após várias ligações para os serviços de emergência, equipes de socorro, bombeiros e polícia finalmente intervieram e realizaram a evacuação.
Todos os passageiros foram atendidos, e alguns precisaram de assistência médica. Felizmente, não houve registro de ferimentos graves.
SunExpress pede desculpas e a polícia investiga
Em um comunicado oficial, a SunExpress pediu desculpas e confirmou o ocorrido. A companhia informou estar arrependida e prometeu conduzir uma “análise aprofundada de todo o incidente e tomar as medidas necessárias”. Os viajantes devem ser contatados, mas não há detalhes sobre possíveis reembolsos, compensações ou indenizações.
Paralelamente, a polícia de Frankfurt abriu uma investigação para apurar as circunstâncias que levaram a essa situação extrema. Como a falha técnica da APU parecia conhecida e confirmada - e, portanto, a decolagem já estava atrasada -, a decisão de manter os passageiros dentro do avião, em vez de levá-los para um local climatizado, levanta questionamentos.
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