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Air Antilles entra em liquidação judicial e encerra atividade imediatamente

Avião branco estacionado em pista próxima ao mar, com homem de colete refletivo ao lado.

A paralisação das operações foi imediata.

O cenário mais temido era comentado há semanas - e, infelizmente, foi confirmado. A companhia aérea Air Antilles foi colocada em liquidação judicial, com cessação imediata de atividade, por decisão do tribunal de comércio de Pointe-à-Pitre, nesta segunda-feira, 27 de abril.

Liquidação judicial e fim imediato das operações da Air Antilles

Segundo o Le Parisien, as propostas apresentadas para retomar a atividade não foram consideradas convincentes. Na decisão, a Justiça registra o seguinte:

"Durante o período de observação, o administrador concluiu pela impossibilidade de apresentar um plano de recuperação por meio de continuidade, considerando a importância do passivo avaliado em mais de 56 milhões de euros e diante de perdas operacionais persistentes."

De acordo com o jornal, uma proposta foi protocolada pelo consórcio guadalupense PEWEN. O plano previa a retomada com 13 ou 14 funcionários, de um total de 116. Para o tribunal, essa alternativa era “indiscutivelmente insuficiente” frente ao objetivo legal de preservação do emprego.

Rotas diretas entre as ilhas francesas das Antilhas

Com isso, chega ao fim a trajetória da empresa que, ao lado da Air Caraïbes, era a única transportadora a manter ligações diretas entre as ilhas francesas das Antilhas: Saint-Barthélemy, Saint-Martin, Guadalupe e Martinica. Ainda conforme os colegas de imprensa, há o receio de aumento de preços para quem utiliza essas rotas com frequência.

Aviões impedidos de voar pela DGAC

O diário também lembra que a Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) havia mantido as aeronaves da companhia em solo. Para o órgão regulador do transporte aéreo, a empresa “já não estava mais em condições de garantir a segurança de seus passageiros e de seus funcionários”.

Problemas de longa data

Como já havia sido mencionado, toda a frota da Air Antilles estava impedida de operar desde dezembro do ano passado. A venda de passagens, então, foi interrompida, e todos os voos foram cancelados por tempo indeterminado.

Nos últimos meses, a intersindical vinha alertando para uma “situação crítica”. O coletivo criticava uma gestão “silenciosa” e “inexperiente” e apontava “cancelamentos de voos em cadeia”, além de uma “deterioração da qualidade do serviço”, enquanto a empresa atravessava um período de forte turbulência em 2023.

Essas dificuldades ocorreram na sequência da liquidação do grupo Caire, em 2023. A companhia só havia permanecido ativa graças a uma retomada parcial pelo grupo Edeis e pela Coletividade de Saint-Martin, que preservou 120 empregos e recolocou em operação uma frota reduzida. Agora, porém, essa etapa chega definitivamente ao fim.

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