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Acidente com ônibus da Carris Metropolitana em Agualva-Cacém deixa 22 pessoas atingidas e duas mortas em Sintra

Bombeiro ajuda mulher coberta com manta térmica após acidente próximo a ônibus amarelo na rua.

Segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as duas vítimas fatais são mulheres entre 30 e 40 anos, atingidas pelo ônibus que saiu da pista enquanto aguardavam no terminal rodoviário.

O acidente na estação de Agualva-Cacém (Sintra)

No subsolo da estação de trens de Agualva-Cacém, na região metropolitana de Lisboa, o cenário era de muitas sirenes e nenhuma sensação de alívio. A polícia bloqueou os acessos e a população, em choque, se concentrava do lado de fora do terminal rodoviário.

Um ônibus da Carris Metropolitana, fora de controle, atingiu 22 pessoas: duas morreram, 16 ficaram feridas e seis precisaram de apoio psicológico. De acordo com o INEM, as vítimas mortais - duas mulheres entre 30 e 40 anos - foram colhidas pelo ônibus que se despistou enquanto estavam à espera na parada.

Relatos de quem presenciou o impacto do ônibus da Carris Metropolitana

Na hora em que tudo aconteceu, Carmen Piteu, de 43 anos, estava abrindo o seu estabelecimento, o Mina Bela. Ela correu para ajudar e descreveu o que viu: "Pessoas a chorarem, a sangrarem da testa e dos braços, a gritarem. Consegui ajudar duas senhoras a saírem do autocarro. Estava muita gente deitada e desmaida no chão" - e disse que também viu os mortos.

A movimentação do lado de fora rapidamente chamou a atenção de trabalhadores que circulam pelos subúrbios. Filomena Ramos, 72, que seguia para visitar a filha em Carcavelos, comentou o susto: "Eu podia ter ido nesse autocarro". Ela acrescentou ao JN que, por volta das 9h da manhã, o local costuma estar cheio: "Às 9 horas da manhã, está sempre ali muita gente, a essa hora era gente que ia trabalhar".

Ao seu lado, Glória Reis, de 85 anos, relatou como teria ocorrido a sequência do acidente: "Dois autocarros chocaram, um bateu no outro que estava para sair e atropelou as pessoas que estavam na fila para entrar no autocarro que ia sair. Não é uma tragédia, é uma tragédia grande", concluiu.

Câmara de Sintra lamenta as vítimas e mobiliza recursos

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, lamentou o acidente, que vitimou "gente de trabalho".

"Quero é lamentar a perda de duas vidas e um conjunto de feridos, deixar às famílias um voto de solidariedade da parte da Câmara Municipal de Sintra e dizer que podem contar com a Câmara nos dias agora que se seguem e que têm pela frente", afirmou Marco Almeida aos jornalistas no local.

Visivelmente emocionado, o autarca também registrou "uma palavra de profundo agradecimento" aos agentes de socorro e segurança que atuavam na área. "Eu queria deixar ficar uma nota: quem perdeu a vida era gente de trabalho e isso custou muito", disse, abalado. Marco Almeida afirmou ainda que a Câmara de Sintra "mobilizou todos os meios" e ressaltou que equipes do município acionaram a ventilação do terminal, que estava "desligado há vários anos".

Enquanto isso, uma fonte da autarquia informou à Lusa que o presidente da República, António José Seguro, telefonou a Marco Almeida para se inteirar do que aconteceu e lamentar as vítimas.

Alerta às 9.42 e operação com 57 operacionais

Segundo fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta para o despiste e para o atropelamento foi dado às 9.42 horas, na Rua Elias Garcia, em Agualva e Mira-Sintra, no concelho de Sintra. As causas do acidente ainda não foram apuradas.

No atendimento de emergência, participaram 57 operacionais, com apoio de cerca de 30 viaturas. Os Bombeiros de Agualva-Cacém, auxiliados por outras corporações da Grande Lisboa, seguem prestando socorro no local.

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