O que a investigação em Viracopos apontou
A apuração aberta para esclarecer a denúncia de furto de um relógio de R$ 28 mil que teria sumido da bolsa de uma passageira no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), indicou que o suposto crime não ocorreu durante os procedimentos de inspeção do terminal.
A Polícia Civil deu início à investigação em 24 de maio, depois que a influenciadora Amanda Castanha relatou que, ao chegar em casa, percebeu o desaparecimento do seu relógio - um Cartier modelo Panthere Steel, avaliado em R$ 28 mil. Segundo ela, a perda teria acontecido após passar por uma inspeção em Viracopos na manhã de sábado (23), quando desembarcou dos Estados Unidos.
Em um vídeo publicado nas redes sociais e também no boletim de ocorrência, Amanda disse ter considerado suspeita a conduta de agentes da inspeção, afirmando que, durante o procedimento de raio-x, a bolsa ficou fora do campo de visão dela e do marido.
No entanto, com base na análise das imagens do raio-x, a Polícia Civil informou que “o conteúdo da bolsa permaneceu inalterado” e que “é possível visualizar a presença do relógio dentro dela”.
Comunicado da Aeroportos Brasil Viracopos
Após a conclusão, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pela administração do aeroporto, divulgou hoje o comunicado abaixo:
“A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informa que a investigação conduzida pelas autoridades policiais sobre o suposto furto de um relógio, relatado por uma passageira em 23 de maio de 2026, concluiu que não há indícios de que o fato tenha ocorrido nas dependências do Aeroporto Internacional de Viracopos.
De acordo com a conclusão do inquérito policial, as diligências realizadas, incluindo a análise de imagens de monitoramento e dos procedimentos de inspeção de segurança, confirmaram a regularidade dos procedimentos adotados pela Concessionária e a inexistência de indícios de manipulação da bagagem da passageira por parte dos profissionais envolvidos.
A investigação também confirmou que os procedimentos operacionais foram executados em conformidade com as normas da aviação civil e os padrões internacionais de segurança aeroportuária.
A Concessionária ressalta que os Agentes de Proteção da Aviação Civil (APACs) são profissionais devidamente capacitados e qualificados para o exercício de suas funções, atuando com rigor técnico, responsabilidade e comprometimento.
Diante da conclusão das investigações, a Concessionária avalia a adoção das medidas judiciais cabíveis para resguardar sua imagem institucional e coibir a divulgação de informações inverídicas ou divulgadas sem a devida apuração dos fatos.”
Próximos passos de Amanda Castanha
Amanda declarou que pretende manter o processo na Justiça e que espera que as imagens sejam avaliadas por um perito neutro.
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