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Patricia Gunsser processa a Lufthansa por queda no desembarque e cita o Artigo 17 da Convenção de Montreal

Mulher descendo de avião da Lufthansa com malas, sendo recepcionada por funcionário no aeroporto.

Uma passageira idosa teria sido pressionada a descer uma escada móvel externa, molhada e escorregadia, no aeroporto de Frankfurt, o que teria provocado uma queda grave e uma sequência de internações que se estendeu por várias semanas em dois países.

O episódio ganhou repercussão depois que Patricia Gunsser, da Pensilvânia, ajuizou uma ação contra a Lufthansa com base no Artigo 17 da Convenção de Montreal, dispositivo que prevê a responsabilidade das companhias aéreas por lesões sofridas por passageiros durante o voo ou no curso das operações de embarque e desembarque em viagens internacionais.

O que aconteceu no desembarque em Frankfurt

Segundo o PYOK, a partir de documentos do processo, Patricia comprou um bilhete para um voo da Lufthansa entre Filadélfia e Frankfurt em 29 de novembro de 2025, mas a operação teria sido realizada pela Discover Airlines, companhia de lazer criada pela Lufthansa em 2023 com o objetivo de reduzir custos.

Após um trecho transatlântico de aproximadamente sete horas e meia sem intercorrências, o Airbus A330 teria sido direcionado para uma posição remota no aeroporto de destino. Com isso, os passageiros precisaram descer por escadas móveis descobertas, que estavam molhadas pela chuva.

No momento do desembarque, Patricia teria parado no topo da escada para conversar com a filha sobre a forma mais segura de fazer a descida.

A filha, então, teria pegado a bagagem de mão, o que causou uma breve interrupção no fluxo de passageiros. Conforme descrito na ação, uma comissária de voo teria observado a situação e, em vez de oferecer auxílio, teria apressado Patricia e sua filha para descerem rapidamente, alegando que havia outras pessoas aguardando.

Ainda de acordo com o processo, poucos degraus depois, Patricia escorregou na escada molhada e caiu pelo restante do lance, sofrendo diversas lesões sérias, incluindo fraturas na clavícula e no esterno, além de contusão cardíaca.

Lesões e internações em Frankfurt e Shannon

Patricia teria recebido atendimento no local e ficado internada por duas semanas em Frankfurt. Segundo a narrativa do caso, por causa da dor intensa, um médico na Alemanha decidiu adiar a cirurgia necessária até que ela pudesse voltar aos Estados Unidos, e a Lufthansa teria organizado o transporte médico em maca.

Na primeira tentativa de retorno, porém, Patricia teria esperado por horas no aeroporto de Frankfurt e não embarcou por falta de autorização médica adequada.

No dia seguinte, ela embarcou em outro voo, mas teria apresentado uma piora súbita do quadro de saúde, o que levou a um pouso de emergência em Shannon, na Irlanda. Lá, permaneceu hospitalizada por mais quatro semanas em razão de uma infecção grave.

Ação contra a Lufthansa sob o Artigo 17 da Convenção de Montreal

A ação judicial pede indenização com fundamento no Artigo 17 da Convenção de Montreal, que atribui responsabilidade às companhias aéreas por danos ocorridos durante o voo e durante as operações de embarque e desembarque. O processo menciona que o valor mínimo é limitado a cerca de US$ 176 mil, mas pode ser superior caso a empresa seja considerada negligente - como sustenta a alegação apresentada por Patricia.

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