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EUA confirmam: passageiro do MV Hondius testa positivo em surto de hantavírus e segue para quarentena

Dois profissionais com trajes de proteção ajudam idoso em cadeira de rodas no convés de navio.

Um dos 17 cidadãos dos Estados Unidos retirados do MV Hondius, o navio de cruzeiro atingido por um surto de hantavírus, teve resultado positivo, porém está sem sintomas, segundo autoridades de saúde norte-americanas.

Evacuação de norte-americanos do MV Hondius

O grupo viajou em um voo fretado com 17 norte-americanos, levados de avião depois que a embarcação atracou em Tenerife, a maior ilha do arquipélago das Canárias. A previsão era de que a aeronave chegasse ao Nebraska, no centro dos EUA, no começo do dia de hoje.

Ao desembarcarem, os passageiros serão encaminhados primeiro à Universidade de Nebraska, que mantém uma estrutura de quarentena financiada pelo governo federal. O objetivo é verificar se houve contato próximo com pessoas sintomáticas e qual o nível de risco de disseminação do vírus.

"Um passageiro será transportado para a Unidade de Biocontenção do Nebraska após a chegada, enquanto os outros passageiros irão para a Unidade Nacional de Quarentena para avaliação e monitorização", disse a porta-voz do Centro Médico de Nebraska, Kayla Thomas.

"O passageiro que irá para a Unidade de Biocontenção testou positivo para o vírus, mas não apresenta sintomas", acrescentou.

Repatriação de franceses e medidas de isolamento

Horas antes, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou na rede social X que um dos cinco franceses retirados do MV Hondius e repatriados no domingo para a França apresenta sintomas de hantavírus. "Ele apresentou sintomas no avião de repatriamento", relatou. "Estes cinco passageiros foram imediatamente colocados em isolamento rigoroso até nova ordem, estão a receber cuidados médicos e serão submetidos a testes e a um exame de saúde", acrescentou.

Além disso, o governo vai aprovar "ainda esta noite" um decreto para colocar em prática as medidas de isolamento consideradas adequadas para esses casos de contato.

42 dias de quarentena

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 42 dias de quarentena para quem esteve no navio, mas, segundo o diretor-geral da agência da ONU, cada país pode decidir como vai proceder.

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a OMS já emitiu uma orientação de 42 dias de quarentena, "com seguimento ativo", em casa ou em uma unidade de saúde, para tripulantes e passageiros do MV Hondius após a saída do cruzeiro.

Ainda hoje, outras 24 pessoas devem desembarcar e ser repatriadas para a Austrália e os Países Baixos.

A embarcação, com parte da tripulação ainda a bordo - que não vai desembarcar nas Canárias - seguirá depois para os Países Baixos, onde o cruzeiro está registrado e onde fica o armador.

Hantavírus Andes: casos confirmados, origem e sintomas

Até o momento, a OMS confirmou seis casos entre oito suspeitas de infecção por hantavírus em pessoas que estiveram no navio. Três pessoas morreram, e nenhum dos doentes ou dos suspeitos de estarem infectados permanecia a bordo quando a embarcação chegou às Canárias.

O navio vinha navegando desde a Argentina, pelo Atlântico Sul, e gerou um alerta sanitário internacional no fim de semana passado.

Em geral, o hantavírus é transmitido a partir de roedores infectados. A variante identificada no cruzeiro, o hantavírus Andes, é incomum e pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

No início, os sintomas da infecção por hantavírus se parecem com os de uma gripe, como tosse, cansaço e dores de cabeça e musculares.

A depender da cepa, o hantavírus pode causar uma infecção pulmonar ou renal.

A OMS afirma que o risco desse surto para a população em geral é baixo.

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