Seis países já contabilizam casos confirmados ou prováveis de cidadãos infectados pelo hantavírus após o surto no navio de cruzeiro MV Hondius, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ao todo, foram confirmados oito casos, e outros dois estão classificados como "prováveis", de acordo com a agência de saúde da ONU e autoridades nacionais. Três pessoas morreram - duas com infecção por hantavírus confirmada e uma enquadrada como caso provável.
Outros casos suspeitos e possíveis contatos próximos de pessoas infectadas seguem em investigação.
Países Baixos
Dois cidadãos neerlandeses que estavam a bordo morreram em decorrência do vírus, e foi confirmado que um deles contraiu hantavírus.
Um casal neerlandês, que havia viajado pela América do Sul antes de embarcar em Ushuaia, na Argentina, em 1 de abril, foi o primeiro a morrer.
O marido, de 70 anos, começou a apresentar sintomas em 6 de abril e morreu em 11 de abril. O corpo foi retirado do navio durante a escala entre 22 e 24 de abril em Santa Helena, ilha no Atlântico Sul. Nenhum teste para hantavírus foi realizado, e ele é tratado como "caso provável", segundo a OMS.
A esposa, de 69 anos, também deixou o navio em Santa Helena, já passando mal. O quadro se agravou durante um voo em 25 de abril com destino a Joanesburgo, e ela morreu no hospital no dia seguinte; o hantavírus foi confirmado em 4 de maio.
O terceiro caso holandês foi o médico do navio, que relatou sintomas em 30 de abril. Um exame indicou positividade para a cepa Andes do vírus em 6 de maio. Ele foi levado para a Holanda no mesmo dia, depois que o navio fez escala em Cabo Verde, e estava em condição estável enquanto recebia tratamento em isolamento.
Grã-Bretanha
Dois cidadãos britânicos tiveram infecção confirmada, e um foi classificado como caso "provável".
Um britânico adoeceu em 24 de abril, com sinais de febre e pneumonia, e três dias depois foi transferido da ilha atlântica de Ascensão para a África do Sul, onde ficou internado em terapia intensiva. O hantavírus foi confirmado em 2 de maio, e o sequenciamento confirmou a cepa Andes.
Um segundo britânico, que trabalhava como guia no navio, informou sintomas em 27 de abril e testou positivo em 6 de maio. Ele foi transportado de Cabo Verde para os Países Baixos em 7 de maio e permanecia estável durante o tratamento em isolamento.
Um terceiro britânico desembarcou do Hondius em 14 de abril, no arquipélago de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, e recebeu atendimento em isolamento no local. Ele relatou sintomas em 28 de abril. A OMS o considerou um "caso provável", enquanto aguardava os resultados laboratoriais.
Paraquedistas e médicos britânicos saltaram de paraquedas na ilha para entregar suprimentos médicos urgentes, informaram os ministros.
Alemanha
Uma mulher alemã teve febre em 28 de abril, desenvolveu pneumonia posteriormente e morreu em 2 de maio a bordo do navio.
Uma amostra pós-morte foi enviada para a Holanda, onde os testes confirmaram infecção pela cepa Andes. O corpo permaneceu no Hondius, que deveria seguir para a Holanda a partir da ilha espanhola de Tenerife na noite desta segunda-feira.
Suíça
Um homem suíço desembarcou do Hondius em Santa Helena em 22 de abril e viajou para a Suíça em 27 de abril, passando por África do Sul e Catar. Ele começou a apresentar sintomas em 1 de maio, já após chegar ao país. Foi tratado em isolamento e testou positivo para o vírus Andes em 5 de maio.
França
Uma mulher francesa repatriada do Hondius passou mal na noite de 10 de maio e testou positivo para o hantavírus, segundo a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist.
Estados Unidos
Entre os 17 cidadãos americanos repatriados do navio, um teve resultado "ligeiramente positivo na PCR" para o vírus, enquanto outro apresentava "sintomas ligeiros", informou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 10 de maio.
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