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Grande Barreira de Coral evita lista da UNESCO de Patrimônio Mundial em perigo

Mergulhadora científica com prancheta observa recife de corais coloridos iluminado pela luz do sol.

Decisão da ONU/UNESCO sobre a Grande Barreira de Coral

A Grande Barreira de Coral, um dos maiores cartões-postais turísticos da Austrália, conseguiu evitar a inclusão, pelas Nações Unidas, na categoria de bem “sob ameaça”.

Apesar disso, a UNESCO - organismo da ONU comandado por António Guterres - declarou estar em “extrema preocupação” diante do branqueamento em massa dos corais e dos efeitos das mudanças climáticas.

Com isso, foi mantido o status de Patrimônio Mundial para o recife de 2.300 quilômetros que se estende pela costa do estado de Queensland.

Pressões recentes e eventos de branqueamento

Desde 2021, a UNESCO faz o acompanhamento anual da área, quando já havia advertido que o local poderia ser colocado na lista de bens do Patrimônio Mundial “em perigo”.

Em um relatório preliminar, a agência da ONU afirmou que a Austrália vem atuando para responder às preocupações relacionadas às mudanças climáticas, à qualidade da água, ao manejo sustentável da pesca e ao desmatamento.

Entre 2024 e 2025, a cobertura de corais duros ao longo de todo o recife caiu de forma significativa, depois que temperaturas do mar acima da média desencadearam o sexto episódio de branqueamento em massa desde 2016.

O recife também foi pressionado por condições climáticas extremas, escoamento terrestre, expansão urbana no litoral e pela predação da estrela-do-mar coroa-de-espinhos.

“Embora a resiliência do recife continue a ser evidente, a sua capacidade de tolerar e recuperar de tais eventos está cada vez mais comprometida, e isto é de extrema preocupação”, afirmou a UNESCO.

Próximos passos e monitoramento

A Austrália terá de apresentar um novo relatório de progresso em 2028.

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