Nos últimos anos, o granito na bancada da cozinha deixou de ser quase obrigatório em muitos projetos residenciais. No lugar dele, aparecem soluções mais leves e funcionais, como o revestimento ultracompacto, que aposta em montagem mais simples, estética atual e uma virada relevante nos acabamentos internos a partir de 2026.
Granito na bancada da cozinha ainda é uma boa escolha hoje?
O granito, por muito tempo, foi associado a resistência e bom custo-benefício, ocupando as bancadas de cozinha por décadas. Agora, porém, é comum que ele seja colocado lado a lado com superfícies tecnológicas, que disponibilizam uma gama maior de padrões, texturas e espessuras.
O ponto principal não é que o granito tenha deixado de funcionar bem, e sim a liberdade de desenho e a praticidade de execução que os materiais mais novos oferecem. Como a pedra natural depende de medição minuciosa, corte em marmoraria e transporte especializado, parte do público reconsidera o uso - sobretudo em cozinhas menores ou em reformas com prazo curto.
Assista a um vídeo no canal do YouTube Arquiteta Duda Senna que aborda a evolução das bancadas de cozinha e os diferenciais das pedras e das superfícies ultracompactas de alta resistência:
https://www.youtube.com/watch?v=L2Gj3pP_L1Y
O que é o revestimento ultracompacto que surge como tendência?
O revestimento ultracompacto é uma superfície de alta densidade, fabricada a partir da mistura de minerais naturais submetidos a calor e pressão elevados. O resultado é uma placa rígida, resistente e pouco porosa, indicada para bancadas, ilhas, frontões e até áreas externas cobertas.
Por reproduzir a aparência de mármore, quartzito e até concreto aparente, o material entrega um visual de pedra sofisticada sem exigir o mesmo peso na estrutura. Em geral, as chapas são mais finas do que as bancadas tradicionais, o que reduz a carga sobre os armários, facilita a logística e tende a diminuir emendas aparentes - favorecendo um acabamento com aparência mais contínua.
Como o novo material muda o processo de instalação da bancada?
Uma diferença importante em relação ao granito na bancada da cozinha está no modo de instalação. Por ser mais leve e permitir produção em dimensões padronizadas, o revestimento ultracompacto costuma chegar praticamente pronto ao canteiro, pedindo apenas ajustes pontuais e gerando menos ruído e sujeira.
Esse jeito novo de trabalhar influencia diretamente o prazo de reforma e o bem-estar de quem já mora no imóvel, trazendo vantagens práticas como:
- Menor dependência de marmoraria: cortes e acabamentos podem ser executados em centros de usinagem ou em fábricas de móveis planejados.
- Obra mais limpa: há menos pó de pedra e menos entulho do que na instalação de pedra natural.
- Mais agilidade: o intervalo entre a medição e a entrega da bancada tende a encurtar.
- Boa compatibilidade: integra-se com facilidade a móveis modulados e a cozinhas com produção mais industrializada.
O que esperar para 2026 na escolha de bancadas de cozinha?
Para 2026, a expectativa de arquitetos e fabricantes é que o revestimento ultracompacto ganhe ainda mais presença em catálogos de construtoras, lojas de planejados e mostras de decoração. A tendência é competir diretamente com o granito, com as superfícies de quartzo e com porcelanatos de grande formato.
Em cozinhas gourmet, varandas integradas e áreas de uso intenso, a busca deve se concentrar em bancadas leves, resistentes e simples de instalar. O granito na bancada da cozinha segue como uma referência conhecida, mas a movimentação do mercado aponta uma mudança gradual para materiais que facilitam a obra, ampliam as possibilidades estéticas e se encaixam melhor na dinâmica de reformas rápidas.
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